INSTITUTO CHAMA DE DUAS FACES - XAMA

     O que, sem perceber, se transformou em uma cooperativa, que o próprio fazendeiro, com seus conhecimentos administração ajudou a organizar, pois sabia-se ser o mesmo de cultura elevada para a época, começando então por ensinar, após a escritura de cada um de seu pedaço de terra, a prática da administração do que havia doado aos seus agora novos sócios.

     Estendendo esta atuação à todos que carentes fossem e quisessem trabalhar, pois a enorme área propiciava viabilizar uma grande cooperativa voltada para a caridade.... sendo que apenas uma única cláusula era obrigatória para que recebessem seu pedaço e terra... A de que todos que fossem agraciados seus pedaços de terra, sementes, máquinas, e toda estrutura necessária para poderem desenvolver suas atividades, dali em diante, trabalhassem voltados para a causa dos carentes...

     Desta ideia inicial, muito foi feito pelo próximo e muito ampliada foi aquela ideia inicial, que muito também se ouviu falar na região.

    Tal iniciativa se deu na cidade de Cruz Alta/RS, tendo expandindo-se pelas cidades vizinhas, que o mesmo homem se encarregou de divulgar e em longa e cansativa atuação de convencimento, feito muitos outros terem procedimento semelhante, porém nada comparado ao que ele havia feito. A semente da caridade e da mão estendida ao próximo, havia sido implantada.

     Toda sua luta, seus projetos e feitos, ficaram conhecidos por todos e perduraram até algum tempo após seu falecimento, sendo que algumas das sementes de seu trabalho germinaram em atividades semelhantes, desenvolvidas por outros homens poderosos, que passaram a dedicar-se à causa da caridade, o que espantosamente revelou-se ser um bom negócio, tendo em vista o fato do cooperativismo se tornar um grande negócio para todos.

     Por outro lado, o que foi feito pelo mesmo (Cassiano Pinheiro Borges), nunca foi imitado e sequer entendido totalmente pelos poderosos da época, pois o mesmo desfez-se de todo seu patrimônio, tendo passado a viver com um pedaço de terra igual à todos, assim como os mesmos recursos.

    O que chama atenção em tudo isto é que, algumas décadas depois, ninguém sequer sabia sobre o feito, acredita-se que o fato deve-se ao desinteresse dos que detinham o poder e a posse de terras, que segundo por entendimento dos mesmos, tratava-se de ideia arrojada e absolutamente equivocada, pois, faziam votos que todos almejassem o mesmo dos grandes fazendeiros da época.

     Sendo assim, tudo fizeram para eliminar a divulgação de tal façanha, tendo facilmente conseguido, pois o povo, como se sabe, tem a memória muito curta.

     Com o desaparecimento de tão efetivo líder social e religioso (“Fé Lorenciana/Umbanda de Lorenço”), um verdadeiro especialista visionário das causas dos menos afortunados... Entra em ação sua filha caçula, a única que desde criança muito se identificava com as atividades do pai, acompanhando-o sempre... Irma Teresinha Borges, agora entregue aos cuidados de sua mãe, que aliás também abominava a ideia do ex-marido falecido, por ter segundo ela, depauperado um patrimônio à que a mesma era muito apegada... O fato é que esta filha agora, nas mãos da mãe, passaria por maus bocados... Chegando a mesma a ser vitimada pelo que, na época, equivalia à morte... “a tuberculose”... Sabendo-se que a mesma era seguidora da vértice religiosa de seu pai (“Fé Lorenciana/Umbanda de Lorenço”), a mesma apelou à estes “Espíritos de Luz” e por isto mesmo podemos encontra-la bem cedo nesta história, como “Mãe Santinha”, que tratou de dar continuidade ao trabalho, embora nesta época, pelos maus tratos e abandono, já se visse abrigada em sanatório na cidade de Porto Alegre.

     O que mais espanta a estas alturas é que, embora sem mas mínimas condições de saúde ou apoio, deu continuidade ao projeto de seu pai à seu modo e do jeito que foi possível, ia fazendo as coisas acontecerem. Já a estas alturas, tendo convencido a entidade que a abrigava a expandir um pouco mais sua área social e, assim sendo, muito fez pelos desvalidos, honrando a iniciativa de seu pai e ídolo, Cassiano Pinheiro Borges.

​     Sendo assim, organizou agora na capital, como já dito, de dentro do sanatório e com condições muito limitadas, devido ao seu complicadíssimo estado de saúde, contando com quase nada para algo pelos carentes fazer, porém, a agora mulher conhecida como “Santinha” (“Mãe Teresinha de Oxalá”), contando como já dito com o auxílio não oficial da entidade em que lhe amparava e tratava, formando equipes, trazendo o corpo médico para a convivência com sua ideia e projeto, conseguiu transformar seu lugar de tratamento num posto integrado e coeso que a todos dava auxílio e eventual abrigo; também organizando um forte grupo de simpatizantes, dedicados e esforçados, que quando de sua saída do sanatório estava montado e funcionando, sendo que a mesma uma vida normal (ou quase), sob o ponto de vista de sua saúde, muito fez e agora fora do hospital/sanatório, casando com quem seria seu mais fervoroso reforço, tanto religioso quanto em suas obras de caridade, seu futuro marido Waldomiro Cavalheiro Lopes, umbandista “Pai Waldomiro de Xangô”.

​       Após seu casamento com Waldomiro, que estima-se tenham se dado em torno de 1942, quando então, “Mãe Santinha” (Irma Teresinha Borges Lopes) tendo conseguido o que se pensaria na época ser impossível, iniciando então uma ação inédita, que só poderia ser oriunda de quem havia sido protagonista dos feitos considerados absurdos de seu pai Cassiano Borges.

     O fato é que a mesma, reunindo um grupo de três casais de “Fé Lorenciana/Umbanda de Lorenço”, dois casais evangélicos e dois católicos... Empreendeu uma ação inédita.

       Tendo a mesma à frente, “Mãe Santinha”, como mentora e organizadora, foi conhecido e posto em prática um projeto da mesma que consistia em que todos os componentes deste grupo, em uma época pré-agendada, dedicar-se-ia dois meses de sua vida e ano, exclusivamente aos pobres... Assim sendo, todos os anos, os mesmos juntamente com seu filho Ciro Borges Lopes, abrigados por uma barraca confeccionada por “Pai Waldomiro”, cujo material da mesma era cedido pela Brigada Militar... Instalavam-se então em bolsões de miséria, prestando todo tipo de serviço.

​      “Mãe Santinha” (Irma Teresinha), agora uma conhecida modista (nome dado às costureiras de alta costura, festas, casamentos, enfim...), valendo-se do fato de ser professora formada... Dominava a ciência de ensinar didaticamente a arte à todos da região onde fossem “acampar”, tudo que precisassem para confeccionarem o que fosse, em especial seu vestuário e de sua família, sendo que algumas das alunas passaram até a fazer deste aprendizado sua profissão... Além das centenas de técnicas de cuidados domésticos, cozinha, complementos alimentares, higiene e todo um universo era transmitido à todos daquela região... Sabe-se também que, quando levantavam acampamento, elegiam uma casa que, assim como todas as outras, haviam sido reformadas em mutirão, sob a orientação de “Pai Waldomiro”, que dominava a carpintaria e alvenaria, sendo também todas das casas da região atendida pintadas, na época caiadas (passar cal nas paredes), ostentando todas agradáveis jardins, enfim, grandes mudanças.​

     Mas como dizia, era eleita uma casa, que havia sido construída por todos e lá, então, era deixada uma máquina de costura nova, que eram doadas em todos os acampamentos... Para que naquele local, as mais experientes, eventualmente se reunissem, se alguma dúvida tivesse ou trabalho grande quisessem fazer entre si.

      Por falar em trabalho... O trabalho de “Mãe Teresinha de Oxalá” (Irma  Teresinha  Borges  Lopes)  não terminava quando os mutirões chegavam ao fim, muito pelo contrário, apenas mais um somava-se e multiplicava-se, pois, ao voltar para sua casa ali esperavam o atelier, os cuidados com sua família (marido e filho), de todos os carentes da redondeza, as funções religiosas da “Fé Lorenciana/Umbanda de Lorenço”, além da assistência aos que buscavam esclarecimentos complementares, pois, visitados pelo nosso acampamento haviam sido, e muito mais... Sendo que aqui, tratou-se superficialmente de questões complexas e difíceis, tendo em vista que suas reais proporções eram imensas e envolviam centenas de pessoas e coisas, só sendo possível, pois, se tratava do que convencionaram chamar da determinação e tendência para a religiosidade e caridade de “Mãe Santinha e os seus acompanhantes” (Padres, Pastores e Religiosos de Tendência Afro).

        A razão para o sucesso deste e de outros empreendimentos de “Mãe Teresinha de Oxalá” deveu-se ao fato de, em primeiro lugar, todas as religiões buscarem a mesma “Luz Maior”, “Grande Oxalá Pae/Deus”, nunca nenhuma ter pretendido ser melhor ou mais certa, apenas diferente na maneira de buscar ao “Grande Oxalá Pae”... Para se ter uma ideia, a grande responsável por toda a contabilidade e cuidados da paróquia católica da região era “Mãe Teresinha de Oxalá”, do querido “Padre Albino”, que sempre conosco esteve, em todos os “mutirões”... Havia um real ecumenismo e ânsia de ajudar quem estivesse em dificuldades (de qualquer tipo), não importando crença, cor, posição financeira, nada... Cada tendência religiosa com suas ferramentas e fundamentos, porém, “todos” querendo o mesmo.

     Então digamos que esta fase teve sua duração enquanto minha mãe carnal e religiosa, “Irma Teresinha”, literalmente “aguentou-se de pé”, sendo que até meados de 1980, quando já não podia do leito se afastar, mesmo de lá eram suas as metas e orientações que conduziam o “Chama de Duas Faces/XAMA”... Nome que só citei agora, pois, de meu avô até a época de meus pais, não era necessário bateladas de documentos e burocracias burras para que se ajudasse ao próximo... Atribuição aliás que só se encarregam verdadeiros “heróis”, como os que citei, pois a máquina que deveria acolher à todos é completamente inoperante... Leia-se aqui, governos federal, estadual, municipal.

     Com a subida (morte) de “Irma Teresinha Borges Lopes” (“Mãe Santinha”), assume quem, desde cerca de seus quatro anos de idade, lá dos tempos das barracas, esteve sempre presente... Seu filho de sangue e seguidor religioso da “Fé Lorenciana/Umbanda de Lorenço”, até pelo fato do marido da mesma e pai do agora, adulto, filho muito cedo ter subido.

      Como já foi dito, foi uma saudosa época em que não eram precisos pacotes de documentação e burocracia para ser feita a caridade... Porém, na gestão deste que vos fala (escreve), “Ciro Borges Lopes” (“Arcanjo”), surpreendentemente tudo apresentou-se pior, e muito, em termos de dificuldades, pois, não bastando apenas lutar diuturnamente contra os inumeráveis problemas dos menos favorecidos, descobri para meu desgosto e de minha equipe, existir agora nesta época, necessidade de muita disposição, paciência e determinação redobrada, para cumprir com as exigências absurdas que existem para se praticar o bem... Sendo que, quem se “atreveu” em fazer algo bom, descobriu que da parte das autoridades e encarregados de habilitar com documentação, entidades como o “Chama de Duas Faces/XAMA” soube da pior maneira o quanto havia se tornado quase impossível ajudar em qualquer nível a humanidade, sendo que, quem deveria cumprir com sua obrigação, acolhendo os que precisam são, por ironia, quem mais obstáculos impõem a quem queira fazer o serviço que na verdade caberia aos mesmos (autoridades de todos os escalões e vértices)... Sendo que, tudo piora e muito, quando tomam conhecimento de que a ação ou local postulante à esta ou àquela licença trata-se das religiões que não sejam as consideradas dominantes e ricas (riqueza angariada sabe-se muito bem como).

 ​     Levando em conta tratar-se o Brasil de um país que se diz “laico”... Bem, este tipo de problema será tratado em outro tópico.

     O fato é que, sob a direção deste que vos fala (escreve), é conveniente salientar que muito foi e será feito, pois, os projetos são executados todos os dias.

    Somos uma “Casa Religiosa” como muitas outras que assim se intitulam, com a monstruosa diferença da mesma ser sustentada em seus compromissos financeiros, única e exclusivamente, pelo grupo que dirige a entidade... Não tendo nunca recebido nenhum centavo, de governos, autarquias, ou mesmo empresas privadas, tudo sai do bolso dos “religiosos”, que contrariando todas as demais entidades do gênero, que se sustentam (e muito bem) de seus fiéis, em nossas dependências “nunca” ninguém pagou “nada por coisa nenhuma”... Sendo que, quando algo é feito ou agregado, sai mesmo do bolso dos religiosos “da Casa”...

​    Sendo o “Chama de Duas Faces/XAMA” um instituto voltado para causas sociais e ser seguidor da “Fé Lorenciana/Umbanda de Lorenço”... Religião que data de cerca de 10.000 anos  a.C., sendo talvez a única a poder reclamar o fato de ser cristã, porém, abriga em seu bojo todo um manancial de procedimentos, costumes, fundamentos e cultos que a identificam claramente como “ecumênica”... Sendo a base e bojo de tudo que hoje se intitula religião, pois em todas, serão encontrados costumes, conceitos, preceitos e fundamentos estabelecidos por nosso patriarca “Orixá Lorenço e seu Clã de Espíritos de Luz”.

​      Da direção atual, tenho a dizer de mim mesmo... Ser um artista plástico (escultor e pintor), escritor, diretor religioso e estudioso sobre tudo que diga respeito à “Umbandas, Nações, Candomblés”, especialista em P.N.L. (Programação Neuroluística), Coaching, palestrante, tendo recebido a comenda da Câmara de Porto Alegre, por serviços reconhecidos do “Chama de Duas Faces/XAMA” em prol de causas sociais de caridade, com excelência no quesito filantropia... E outras coisinhas mais que fazem de, “Arcanjo” (Ciro Borges Lopes) o resultado atualizado, que primou sempre pelo tripé estabelecido desde seus antecessores... “cultura, esporte religiosidade”... Na certeza que, quem se servir destes três itens, terá uma vida de qualidade e feliz, sendo assim, é tendência que o “XAMA” costume conduzir todos que da entidade se aproximem, seja por motivos religiosos ou sociais, de ir ao encontro destes conceitos, tendo como foco nunca “a coisa e sim, a criatura”... Assim como dando toda a atenção ao “Grande Oxalá Pae/Deus”, ficando a religião e suas disputas em milésimo plano...

      Cumpre-se salientar o fato de que hoje, em pleno século XXI, o “Chama de Duas Faces/XAMA” resiste apesar de, tudo indicar que não mais deveria existir, tendo em vista o descaso, má vontade, perseguições religiosas, conjunturas política e financeira do país, estado e município, sucateadas e desmoralizadas, desde as mais representativas casas públicas e privadas que se intitulam ou teriam a obrigação de, cumprir com suas funções ou, ao menos, não atrapalhar a quem o faz...

​      Porém, retomando a linha de assunto, o “XAMA” hoje existe e prospera com enormes dificuldades, graças à “devoção” que levou seus integrantes à doarem seus bens, juntando forças, agora alheios à qualquer apego ao material, morando no que se elegeu “Sede do Instituto”... E assim ocorre, repito, “por devoção” à uma ideia, que tomou conta dos que lideram a entidade e ditam seus rumos, com a ajuda fiel e decisiva que assegura as contas pagas, a ajuda incondicional à toda e qualquer pessoa que à nossa porta bata, num mutirão de amor e dedicação, nunca vistos por este emocionado presidente, exceto nas ocasiões em que, em devaneios, lembra de seus antepassados e seus feitos, perguntando-se dia após dia, porque todos não são assim? Nosso planeta, certamente, não estaria à beira da auto extinção...

    Nunca, ninguém passou por este lugar sem uma refeição quentinha e gostosa, além de um lugar para repousar, mesmo que seja necessário a ocupação do altar (“Local Santo”), porém, sofremos pressões de todos os lados e piorando as mentiras de época de eleições.

       Porém, o que realmente ocorre é que... Foi adquirido com recursos próprios, fruto do esforço do Presidente e Vice, um apartamento de 75 m², que serviu por décadas como sede social e religiosa do hoje “Instituto Chama de Duas Faces/XAMA”, sendo que após muita luta e discernimento, conseguiu-se também com recursos próprios entre o Presidente, Vice, Secretária Geral e os dois Secretários, o apartamento gêmeo ao lado, com mais 75m², sendo que para tal proeza coisas foram vendidas, economias foram feitas, enfim, os mesmos de sempre viabilizaram este pequeno grande passo em busca o melhor atendimento em todas as áreas, sendo que ainda a maior parte das atividades se dão em outros lugares cedidos para o desenvolvimento deste ou daquele projeto... Tudo que de valor tínhamos, foi colocado à disposição do “XAMA” por estes abnegados, então tudo foi possível.

    O “XAMA” comanda pré-vestibulares totalmente gratuitos, abrigo, refeições e ranchos, oficinas são ministradas, o trabalho de P.N.L. (Programação Neurolinguística) assim como o de Coaching, sendo que o atelier de onde emanam as obras que são expostas no Brasil e fora dele funciona em meio à tudo isto, escreveu-se até bem pouco tempo em dois banquinhos, agora (a poucos dias) conseguimos esboçar um escritório, pois a advogada e contadora que tinha seu apartamento e escritório, foi justamente a que há pouco relatei, que havia doado o mesmo para o “XAMA”... Enfim, e agora trabalha de graça com um enorme sorriso nos lábios e mora na sede como os demais (Presidente e Vice).

 ​    Outro braço do tal “polvo”... Talvez o mais impressionante, com problemas seríssimos de saúde, foi aliás aquela que o primeiro imóvel doou... Este que ocupamos atualmente... E num malabarismo de inteligência, comprou um carrinho de cachorro-quente e todas as tardes, pega todo o lucro diário e ainda faz, pessoalmente as compras, às vezes de muleta, às vezes de cadeira de rodas... Mas quase sempre com a carona de outro devotado, que “foge” um pouquinho do serviço para ajuda-la, sendo a mesma despachante no mesmo lugar onde mantém o carrinho... Agora, com a ajuda eventual de mais uma que de abrigada com sua filha especial, passou a ajudar no que lhe é possível.​

     Outro anjo da guarda do “XAMA”, dedica-se a correr para todos os cantos, com toda a papelada de uma miniempresa de direito e contabilidade, da advogada e contadora que já comentado, dedica todo fruto de seu trabalho para a entidade.

​       Temos a bênção de uma filha de sangue e religiosa, juntamente com seu marido também agora como filho e religioso, toda atenção dispensam para este canto de luz e amor ao próximo...

      Assim é composto o “XAMA” e assim é seu “dia a dia”, sem nenhuma maior importância no contexto geral, inexistindo completamente para os poderosos, para as autoridades ou qualquer outros que muito poderiam fazer... E em contrapartida há tanta entrega, como descrevi a pouco, de “meia dúzia” que entregaram suas vidas, literalmente, à religiosidade na forma da caridade ao próximo...

​       Enquanto que apenas como exemplo, temos um colégio com uma inimaginável área, totalmente inoperante... A certa altura, sem que soubéssemos, o governo, ou seja lá quem for, destinou um pequeno espaço desta tão grande área para que desenvolvêssemos projetos, pois o local encontra-se jogado e sem utilidade para os que agora detém o imóvel.

​       Tão logo descobriram que não professávamos a mesma religião, convocaram pais e vizinhos, demonizando e alegando que grandes projetos os mesmos tinham para àquela área, que há 35 anos observo e admiro, e até agora, em todo este tempo, só consegui vê-la do mesmo jeito... Coberta de capim alto e árvores.

​      Levando em conta a posse da área já ter sido notificada no “Diário Oficial”... Ficamos pasmos quando nos deparamos com tanto preconceito da parte do colégio e seus dirigentes e da frouxidão da parte dos governantes, a ponto de uma mal informada e intencionada, que todos os dias pilota seu carrão de alto valor, dizer não ao governo, parecendo que a coisa é “simples assim”... O fato é que, foi o que aconteceu... “nada”... E a área continua lá, anos depois, com o capim alto e as árvores.

​        Esta não foi mais uma “churumela”, foi apenas o exemplo de centenas de obstáculos que enfrentamos no dia a dia... Porém... Todos... Eu disse todos, acordam todos os dias, com um sorriso nos lábios e contentes por mais um dia surgir para mais fazerem pelo próximo.

    O “Instituto Chama de Duas Faces/XAMA”, tem o cuidado de nunca se interessar pela procedência, preferências (e isto inclui tendência religiosa), estendendo a mão à todo o ser humano, carente do quê for.

​      Porém, segue em seu cotidiano, fundamentos respeitáveis, rígidos, de onde todas as demais religiões um pouco ou muito sorveram... Procedimentos que imitam ou seguem simplesmente tudo que somos e fazemos.

​    Muito se ouviu falar sobre esta ou aquela religião e seus ícones, assim como seus fundamentos e procedimentos.

​       Para início de conversa, a “Fé Lorenciana/Umbanda de Lorenço” com os diversos livros que falam da mesma, conta que as primeiras informações do chamado “Lorenço e seu Clã/Família” é que foram avistados, por primeiro próximo à nascente do Rio Awash, em região da Etiópia, há aproximadamente 10.000 anos a.C.

​     Consta que “Lorenço”, enviado do “Grande Oxalá Pae”, juntamente com os demais “Espíritos de Luz” em acordo, “O” enviaram para a normatização das assim chamadas religiões, tendo o “Clã/Família de Lorenço” estado no nascimento e acompanhado de perto todos os passos de “Jesus Cristo”.

​       Religião ecumênica, que encerra todas em seu bojo, sendo na verdade de onde tudo e todas se abasteceram e, na verdade, “dela” tudo emanou.

     Mais detalhes nos livros psicografados por “Arcanjo” (Ciro Borges Lopes), Primaz, na terra, da “Mesma”... Passando hoje a formar “Chefes de Casa de Lorenço”, como escritor mostrar a verdadeira face das verdadeiras divindades, escrevendo sempre sob os auspícios dos “Espíritos de Luz” que à ele confiam a tarefa de desmistificar, simplificar e tornar plausível as imagens das “Divindades” e do “Grande Oxalá Pae”.

​      O “Chama de Duas Faces/XAMA”, acredita que, devamos todos saber na terra e em outros locais com vida inteligente, tema amplamente abordado no livro “Solar das Almas”, das “Coisas Divinas”... Porém, ter a consciência de que também temos que fazer nossa parte, para que equanimemente todos caminhem em direção da “Luz”.

​       Na certeza da ocupação de maneira correta deste instrumento/veículo, deixo claro não estar aqui para provar o quanto somos maravilhosos, sendo em contrapartida os demais todos ruins... Não, absolutamente... Apenas propomos que, desde seu primeiro avistamento deste “site”, seja feito por todos um autoexame, detido e criterioso, para quem sabe, estando de frente com dados que serão oferecidos pelo “XAMA, pela Fé Lorenciana/Umbanda de Lorenço”, pela palavra psicografada de “Espíritos Santos, cultos, inteligentes e absolutamente bons”... Possam todos, ao invés de apontar o dedo para seu igual... Simplesmente apontar para si mesmo, detectando problemas e juntos recriar um mundo melhor.

   ​   Porém, nunca aceito por ninguém, a melhor forma de busca da felicidade que, apesar dos desesperançosos... “é possível”.

​     O que será mostrado com palavras e pareceres bastante simples... Estando eu e todos nós... “Chama de Duas Faces/Fé Lorenciana/Umbanda de Lorenço” para acolher os que vêm com desespero, tudo sobre a face da terra ser falso, mentiroso e usar projeção e riquezas.

     Muitas conversas teremos e, um dia, todos nos encontraremos na verdade e livres dos cânceres em que se transformaram a quase totalidade das religiões.

      Que tudo seja em nome do “SUPREMO OXALÁ PAE E SEUS ESPÍRITOS DE LUZ”.

WALDOMIRO LOPES E IRMA TEREZINHA BORGES LOPES

FUNDADORES

    Estima-se que em meados de 1914, tendo em vista informações colhidas na região, tenha-se iniciado a atuação de um certo fazendeiro de grande projeção, levando-se em conta a extensão de suas terras.
     O mesmo iniciou uma ação simples, porém, bastante significativa e eficaz, ou seja, tudo consistia em colocar em prática a ideia de criar uma área de atendimento à todos os menos favorecidos, fosse qual fosse o problema a ser resolvido, ou a carência a ser suprida.
    Este trabalho seria iniciado com todos seus até então empregados, pois como segundo consta, tendo sido dito logo acima, tratava-se de um fazendeiro de área “sem fim”, como era chamado segundo comentários da época.
     Foi na mesma, que deu-se o início do que se convencionou chamar mais tarde de uma “comunidade”.

      Ações muito simples, porém, efetivas como por exemplo, o mesmo fatiou/loteou entre seus empregados e muitos carentes da região, gratuitamente, toda a área, com espaço igual à todos.

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